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NOTÍCIAS - Exclusivas

Sexta-feira, 11/08/2017 16:30
Por Ana Paula Novaes

Especial Dia dos Pais - pais heróis contam suas histórias à Rádio Capital

Confira na reportagem de Carla Mota.

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O próximo domingo (13) é um dia especial, uma data para homenagear o primeiro super-herói na vida de uma criança: os pais. A repórter Carla Mota colheu alguns depoimentos, que comprovam a diferença entre ter filhos e ser, efetivamente, um pai. Confira a seguir o que eles contam:


O pai jovem - Alexandre Romão, 36 anos – Rio de Janeiro (RJ)
Pai de Samara (17 anos), Sabryna (15), Júnior (8) e Sophie (1)

Alexandre, que foi pai aos 19 anos, e seus quatro filhos
Foto: Arquivo Pessoal

“Muita gente se espanta quando eu digo que tenho quatro filhos, que fui pai tão cedo. Já perdi as contas das vezes em que fui chamado a atenção por gente dizendo que eu não aproveitei a vida. Isso é verdade. É verdade que sacrifiquei parte da minha juventude por ter tido coragem o bastante para assumir a responsabilidade de ser pai. Só que o tempo passa e, com a bênção de Deus, vem a recompensa. É com muito orgulho que hoje eu tenho uma família linda, resultado desse sacrifício maravilhoso que é ser pai. Só quem é sabe do que eu falo e o que eu sinto nesse momento. Um feliz dia dos pais a todos que trocaram fraldas, limparam cocô, aguardaram promoção de leite em pó e fralda descartável pra fazer estoque, correram pro hospital com os filhos para chegar lá e a doutora dizer que é só uma virose, para aqueles que sofrem com o aumento da mensalidade escolar e lutam todo dia pra garantir o futuro dos filhos. Brincam de boneca com a filha e de bola com o filho”. 

O pai na terceira idade - Luís Aparecido Bezerra, 68 anos – Diadema (SP)
Pai de Rosana e Daniele, já adultas, e Raphael (5 anos) e Arthur (dois anos)


Luís Aparecido e os filhos que chegaram na terceira idade
Foto: Arquivo Pessoal

“Tenho seis filhos: quatro do primeiro casamento e dois do segundo. Para quem quer saber qual é a emoção ser pai novo e ser pai idoso? Eu sou pai pela segunda vez, a partir dos 62 anos. E a emoção é grande. Hoje eu me sinto uma criança. Brinco de carrinho, de bicicleta, de bola, cavalinho. Dou mamadeira, banho, troco fralda. Tudo na minha vida mudou. Eu tinha uma depressão maluca, porque perdi dois filhos mais velhos e hoje reconstruí tudo, graças à Deus. Não esqueço deles um segundo, mas reconstruí tudo”.

 

O pai adotivo - Luciano Gagliardi, 47 anos - Santo André (SP)
Pai de Luciana (21 anos) e Maiza (14 anos)



Luciano, a esposa e as duas filhas adotivas
Foto: Arquivo Pessoal

“Eu não posso dizer muito o que é ser pai pelo tempo. Eu sou há apenas dez anos e alguns meses. Um fato engraçado foi que, quando fomos conhece-las no Lar das Meninas, no interior, foi amor à primeira vista delas para nós – minha esposa e eu. Nós fomos escolhidos. É um amor muito especial. Não tenho como discernir isso, é algo absurdo, e não sei como me expressar. Tenho a Luciana, que tem hoje 21 anos, e a Maiza, de 14 anos. As duas são irmãs. Sou um pai recente e é uma coisa maravilhosa. Tenho muito orgulho de ser pai”.


O pai participativo - Davy Moura, 44 anos – Londrina (PR)

Pai da Larissa (20 anos)



Davi foi ao show de Rock com a filha Larissa
Foto: Arquivo Pessoal

“Fui fazer um curso de culinária para poder fazer comida para a minha filha, para a minha família. Na época, foi algo bastante engraçado, porque no curso só tinha mulheres e, no início, fiquei um pouco constrangido. Foi uma experiência muito interessante e gratificante, porque pude ajudar. Minha filha desde cedo gostou de Rock n’ Roll e ela queria ir em um show de heavy metal que ia acontecer em São Paulo. Para mim foi um dia de aventura como pai e me fantasiei de roqueiro, coloquei uma camiseta preta, acordei cedo, passei o dia na fila, fiquei no meio daquela multidão toda. Então, imagine um homem de 40 anos no meio de um show com a molecada, preocupada com ela, que era uma menina de 16 anos, no meio daquele monte de cabeludos? Foi uma experiência bem interessante”.

 

O pai dedicado - Rodrigo Jorge Nunes, 35 anos – São Paulo (SP)
Pai do Leonardo (2 anos)


Rodrigo com o pequeno Leo e a prova de que o amor de pai supera qualquer dificuldade
Foto: Arquivo Pessoal

“Como pai do Leo, eu aprendo todo dia. Nós tínhamos um medo muito grande de saber, pelos problemas que ele tinha – a atresia de traqueia - , eu me preocupava muito em saber como meu filho ia se comunicar comigo, como ele ia falar, se expressar. Hoje eu vejo que não preciso disso, que há tantas formas de demonstrar carinho e amor – um sorriso, um carinho que ele faz – que valem tudo. Eu sou muito contente de ter o Leo e ser pai do Leo”.

Na reportagem especial, você ainda confere o depoimento de Aline Bertolozzi, a mãe de Leonardo, e da neuropsicóloga, Vera Lúcia Tavares Guerreiro, que explica a importância da figura do pai na vida das crianças.

Para ouvir, basta clicar o botão play.



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